Federação das Mulheres Gaúchas

Boa Madrugada, 23 de Fevereiro de 2012

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02.06.2010

UNESCO

Sede da Unesco no Brasil é responsável por projetos voltados para a educação, a cultura, as ciências, o desenvolvimento social, comunicação e informação

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) foi fundada em 16 de novembro de 1945 na capital francesa, Paris. No Brasil, este braço da ONU agregou-se às demais agências do Sistema das Nações Unidas aqui representadas em 1964. No entanto, somente em 1972 iniciaram as atividades no escritório em Brasília.

Com 193 Estados Membros e seis Membros Associados nas áreas de educação, ciências, cultura e comunicação, a Unesco funciona como um laboratório de ideias. Trabalhar a cultura de paz, promover melhorias nas condições de vida, disseminar e compartilhar informação e conhecimento são algumas das metas da entidade.

No Brasil, a Organização possui cinco “escritórios antena”, que funcionam como representações da entidade nas seguintes capitais: Porto Alegre, Cuiabá, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A Unesco contempla cinco áreas de atuação: Educação; Ciências Naturais; Ciências Humanas e Sociais; Cultura; Comunicação e Informação, além de abordar temas transversais, como a prevenção da violência entre os jovens e a educação para o desenvolvimento sustentável, entre outros.

Em Brasília, o setor de Desenvolvimento Social é coordenado pela gaúcha Marlova Jovchelovitch Noleto. “A área de Ciências Humanas e Sociais da Unesco tem por objetivo contribuir para o avanço do conhecimento, elevar padrões e promover a cooperação intelectual”, explica Marlova. Para ela, o trabalho para a cultura da paz tem um papel muito importante, sobretudo pela situação de violência crescente. “É muito importante lembrar que a cultura de paz contribui para a promoção dos valores da democracia. Também em relação às questões de gênero, a cultura de paz tem um papel importante”, ressalta a coordenadora.

Segundo Marlova, o Brasil está oferecendo um ótimo exemplo nas questões de gênero, com a criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. No sistema ONU as questões de gênero são do mandato do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).

Entretanto, Marlova destaca que também na Unesco há preocupação com as questões de gênero. “Todas as nossas ações têm como orientação observar se há uma política de equidade nas questões de gênero, de respeitar os direitos humanos. Devido ao histórico cultural do nosso País, acredito que houve uma demora para que essas questões exercessem maior influência na sociedade”, aponta Marlova. Contudo, a coordenadora registra que o tema se tornou uma realidade muito presente nos últimos anos, o que pode ser visto por meio do crescimento da participação das mulheres na política, integrando partidos e garantindo representações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Marlova destaca também os projetos apoiados pela Unesco no âmbito do Criança Esperança, uma parceria da organização com a Rede Globo. "No Criança Esperança apoiamos projetos com recortes de gênero, que tem como público-alvo, em sua maioria, meninas e mulheres de grupos vulneráveis, com o objetivo de empoderamento, como remanescentes das comunidades quilombolas e integrantes de cooperativas, a exemplo das quebradeiras de coco no Nordeste e das bordadeiras de São Sebastião, em Brasília", destaca a coordenadora.

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