Federação das Mulheres Gaúchas

Boa Madrugada, 23 de Fevereiro de 2012

Artigos


31.05.2010

Companheiras do Rio Grande do Sul

Ainda estou emocionada e recordando a cada instante o 9º Congresso da Federação das Mulheres Gaúchas (FMG) realizado neste último dia 3 de outubro. Parabéns! Em data tão histórica na formação de nossa nação, nos reunimos e fortalecemos a entidade, que desde 1980 tem proporcionado honrosos exemplos de luta que se somam à altivez e compromisso das brasileiras que nos antecederam.

Mari Perusso, a diretoria eleita e 400 delegadas de mais de 50 municípios: vocês são legítimas herdeiras e está em boas mãos a nossa luta de agora. O pré-sal é nosso e esse petróleo será usado pelo bem de nosso povo, para o desenvolvimento e industrialização de nosso País!

Foi no dia 3 de outubro de 1953 que Alice Tibiriçá, presidenta da Federação das Mulheres do Brasil e vice-presidenta do Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional, comemorou nas ruas a conquista da Lei 2004, que criou a Petrobras e protegeu nosso petróleo da ganância estrangeira, estabelecendo o Monopólio Estatal do Petróleo.

Ela estava somada a milhares de patriotas de fé no Brasil! Agora, nossa missão é a mesma! Unir para defender a Nação!

Desde o início dos anos1970, a Petrobras vinha pesquisando a possibilidade de encontrar petróleo abaixo da camada do pré-sal, a 7 mil metros do nível do mar. Nos anos 1990, o entreguismo do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso garantiu às empresas estrangeiras a exploração das riquezas que poderíamos descobrir e desfigurou a Lei 2004 conquistada na memorável luta de Alice e demais patriotas que clamavam "O Petróleo é Nosso"!

Instituíram os Leilões para concessão de exploração e quase privatizaram por completo a Petrobras. Paralisamos este processo de traição. Desde a primeira posse do presidente Lula, fortalecemos a Petrobras confiando em seus técnicos e técnicas e hoje temos o petróleo do pré-sal que assegurará mais empregos, casas, saneamento, creches e universidades para todos. Sabemos que a nossa emancipação feminina cresce ainda mais com a emancipação de nosso País. No 3º Congresso de nossa Confederação das Mulheres do Brasil, com o tema “Mulher, Trabalho e Desenvolvimento”, realizado em maio deste ano, aprovamos lutar pela igualdade da mulher no mundo do trabalho inserindo-a na produção industrial como protagonista da construção do nosso desenvolvimento soberano. Queremos carteira assinada, direitos já conquistados na Constituição – como a creche, licença-maternidade e aleitamento materno – respeitados e ampliados. Queremos salários iguais para trabalho e capacitação igual. Queremos mais profissionalização para a mulher em todas as categorias e erradicação do analfabetismo!

Para conquistar, é preciso organizar e capacitar as mulheres, fortalecendo as federações de mulheres, associações de mulheres, clubes de mães e a presença feminina nos sindicatos, nos partidos políticos, nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas Empresas Públicas e Privadas.

Até o final do semestre estaremos em Brasília lutando com as Centrais Sindicais e demais movimentos sociais pela redução da jornada de trabalho sem redução do salário e defendendo nosso petróleo e a Petrobras. Mobilizaremos pela aprovação de PECs, como a da moradia digna, e a PEC 590, que estabelece maior presença de deputadas e senadoras nas mesas diretoras

Em 2010, elegeremos mais mulheres em todos os níveis e saberemos escolher para presidente a proposta mais comprometida com esse caminho. Não recuaremos um milímetro. É o futuro que precisa de nossa garra e combatividade do presente.

Com meu abraço e carinho a todas,

Gláucia Morelli
Presidente da Confederação das Mulheres do Brasil
Conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher

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